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'Não tem sonho', diz mulher com depressão por não conseguir trabalho

October 15, 2016

Vigilante desempregada acumula dívidas e sintomas, em Campinas.
80% dos desempregados sofrem com depressão e ansiedade, diz estudo.

 

 

 

SAÚDE - "Angústia, uma dor no peito. Porque não tem sonho. Quando você está trabalhando, você tem sonho de crescer, de ter alguma coisa", desabafa a vigilante de Campinas (SP) Eloísa Helena da Silva Barbosa, desempregada há quatro meses. Ela já sofreu de depressão e voltou a sentir os sintomas ao buscar por uma vaga, sem sucesso.

 

O marido de Eloísa também não consegue uma recolocação no mercado. Nas duas contas bancárias que possui, ela conta que está "negativa" em, pelo menos, R$ 2,5 mil. "Meu nome já sujou".

 

 

As inúmeras tentativas frustradas de conseguir uma recolocação no mercado de trabalho podem aumentar a angústia e a depressão, segundo o psiquiatra Ataliba de Carvalho Júnior, nas pessoas que já possuem uma predisposição para a depressão. Até porque, as dívidas financeiras das famílias só acumulam nessas situações.

 

"A dívida é um colaborador. Mas, estão acontecendo outras coisas que precisam ser investigadas com toda a sutileza, o respeito e a consideração da vida emocional", explica o especialista.

 

Nesta sexta-feira (14) a EPTV, afiliada da TV Globo, divulgou uma pesquisa realizada pela USP que revela uma relação "íntima" entre os problemas financeiros e de saúde. No estado de SP, 80% das pessoas endividadas sofrem de depressão e ansiedade.

 

Depressão


O relacionamento com o marido também está prejudicado, segundo Eloísa, que chegou a ficar afastada pelo INSS por quatro meses por conta da depressão, tempos atrás. Sem emprego, o desânimo é inevitável para ela.

 

"Fico deprimia dentro de casa, fico brigando com as crianças. Vêm falar comigo e digo: não, não quero falar agora com você. Fico no meu quarto trancada, assistindo televisão, prefiro ficar dormindo o dia inteiro para não ver a hora passando (...) Tenho vontade até de fazer coisa errada, mas não tenho coragem", desabafa.

 

Já sentiu algum sintoma?


Segundo o psiquiatra, que atua em Campinas, a dívida não é a única responsável pelo quadro depressivo, mas ela colabora para isso. Quem passa por uma situação de desemprego pode ter sintomas, que não devem ser ignorados.

 

"Ela [a pessoa] vai ter tristeza, perda de prazer nas atividades que ela tem, um aumento ou diminuição do sono, do apetite. Pode ter fraqueza, fadiga, ideias negativas de que as coisas não vão dar certo de jeito nehhum e dificuldade de concentração", explica Ataliba de Carvalho Júnior.

 

Estudo alerta endividados


Dois em cada três pessoas endividadas apresentam os sintomas típicos de depressão, de acordo com Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Os sentimentos mais frequentes nessas pessoas são: insegurança para pagar as dívidas (69,9%), angústia (61,8%), ansiedade (59,8%) e estresse (57,6%).

 

 

As relações familiares também são afetadas de acordo com a pesquisa divulgada pela EPTV. 12% dos entrevistados disseram ficar mais nervosos. As dívidas também levam a vícios, como cigarro, bebida alcoólica e comida. É o caso de 16,8% dos entrevistados.

 

Os sintomas que permanecem ao longo de dias, ou meses, podem ter tendência para piora, segundo o psiquiatra. É preciso procurar um especialista.

 

"Quando você vai instituir um tratamento para sintomas depressivos, você tem uma resposta um pouco melhor quando esses sintomas são um pouco mais recentes. Se esperar muito tempo, a resposta demora mais", afirma o psiquiatra.

 

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