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Sorocaba ficou mais violenta em 2016, apontam dados da SSP

February 13, 2017

 

O volume de roubos registrou crescimento de 22% em 2016, no município de Sorocaba, comparado aos dados de 2015 no mapeamento dos principais tipos de crimes. Outros dados oficiais do governo do Estado de São Paulo mostram que a cidade ficou mais violenta também nas estatísticas de homicídio doloso (17%), estupro (12,2%), furtos (5,1%) e latrocínio. Essas modalidades de crimes acompanharam a tendência dos roubos e também tiveram elevação.

A base de registros consta dos Dados Estatísticos do Estado de São Paulo, divulgados no site da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP). De acordo com as tabelas de comparação, Sorocaba registrou 3.637 roubos em 2016, ante 2.980 registros em 2015 (mais 22%, o correspondente a 657 casos a mais); 62 homicídios dolosos em 2016, ante 53 em 2015; 184 estupros em 2016, ante 164 em 2015; 7.526 furtos em 2016, frente a 7.160 furtos em 2015; 3 latrocínios (roubo seguido de morte) em 2016, ante 1 registro em 2015.

Em contrapartida, diminuíram os registros de roubo de veículos: foram 612 em 2016, ante 926 em 2015. Também tiveram redução os homicídios culposos: 48 em 2016, frente a 62 em 2015. As ocorrências de tráfico de entorpecentes seguiram a mesma tendência, sendo 757 registros em 2016 e 860 em 2015. Os furtos de veículos entraram nessa categoria, com 1.962 casos em 2016 ante 2.617 em 2015.

Análise da Polícia Militar

O 1º tenente PM Vilmar Duarte Maciel, chefe da Seção de Assuntos Civis do 7º Batalhão da Polícia Militar em Sorocaba, ao analisar esse conjunto de dados, identificou aspectos diferenciados dependendo do ponto de vista e do contexto de avaliação: "Quando nós pegamos micro (no âmbito individual da cidade), assusta."

"Quando nós começamos a olhar Sorocaba na proporção macro, em nível estadual, das cidades do mesmo porte no Estado de São Paulo, ela está no patamar de picos e normalidade", ele raciocina. "Quando eu pego Sorocaba, saindo do Estado de São Paulo e olhando em termos de Brasil, nós estamos muito aquém (em melhor situação) do que acontece no Brasil inteiro."

Ele explica que o furto e roubo de celulares contribui para o aumento dos dados referentes a essas classificações e orienta que as pessoas devem tomar os devidos cuidados: "Esses celulares são furtados e roubados para troca por droga, para a venda do aparelho." E enumera outro comportamento como responsável pelos resultados: "Estacionar veículos em locais indevidos: as pessoas vão lá, abrem o vidro do carro, levam bolsa, celular, aparelho de som, tudo o que está dentro do carro."

"São coisas que nós não podemos, muitas vezes, prever", explica Vilmar. Por isso, conclui que a polícia também precisa da prevenção das pessoas. Lembra que muitas proprietários deixam o carro na rua, em locais ermos, vão trabalhar e quando retornam deparam com o veículo aberto. Diz que esse "descuidado" de muitas pessoas também tem alimentado os registros das ocorrências.

Na sua análise, a crise brasileira é outro fator que contribui para os índices de criminalidade. Ele lembra que em 2016 Sorocaba sofreu um dos maiores índices de desemprego. E citou um exemplo: "O cara tem três, quatro filhos, a mão de obra dele é desqualificada, ele não se qualifica para o mercado de trabalho, ele tem que sustentar aquelas bocas que tem em casa: ele acaba partindo para o furto, para o roubo." Além do desemprego, menciona também a desigualdade e a conurbação urbana causada pelo crescimento democrático dos municípios vizinhos como outros fatores ligados aos índices de criminalidade.

Segundo ele, do ano 2000 até 2016 houve picos com oscilações de alta e baixa nos índices criminais: "Mas estão todos, no nosso ponto de vista, atingindo patamar de normalidade." Isto significa, exemplificou, que se há crimes com resultados "assustadores", ocorreram anos piores antes de 2000. Ele atribui as causas das oscilações ao desemprego, tráfico de drogas, uso de armas e ao adensamento urbano que permite acesso fácil a Sorocaba.

Entre os criminosos, lembrou que há aqueles que saem de outras cidades para furtar, roubar e traficar em Sorocaba. No ano passado, dois jovens aparentando 20 anos saíam de moto de Campinas para trabalhar em Sorocaba. Era o que diziam para os pais. Na realidade, praticavam assaltos em Sorocaba. Certa vez, numa abordagem da Força Tática, foram baleados. Autoridades ligaram para a família, que não sabia da atuação deles.

Também no ano passado, um casal em um Gol verde saía no fim do dia de Iperó e vinha para Sorocaba roubar mulheres que estavam sozinhas em pontos de ônibus. Usavam faca. Uma equipe de Vilmar abordou o carro na avenida General Osório. Na casa deles havia mais de 60 cartões de crédito.

Índices precisam ser discutidos

O aumento nos índices criminais como roubo, furto e homicídio deveria ser tema prioritário para as políticas públicas, na avaliação do 1º tenente Vilmar Duarte Maciel. Ele afirma que é preciso compreender o fenômeno da criminalidade e suas causas, acompanhar os processos de ação e mobilizar recursos para reduzir o problema. E acrescenta que essas medidas a Polícia Militar executa, com estudos sobre o assunto e isso é necessário para a melhor distribuição e atuação do policiamento na cidade.

"Mas quero ressaltar que não é um tema só de polícia, mas que deve envolver, além das autoridades, toda a sociedade civil", reflete VIlmar. "A incidência do fenômeno criminal ocorre de maneira heterogênea no País não apenas no que diz respeito à dimensão territorial e temporal, mas no que se refere às características socioeconômicas das vítimas", ele acrescenta. "É difícil identificar as causas precisas da violência, em geral são vários fatores combinados." 

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