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Região de Sorocaba tem 208 áreas contaminadas, informa a Cetesb

April 24, 2017

 

Cetesb monitora uma área da Prefeitura de Sorocaba que fica na Estrada do Ipatinga - EMÍDIO MARQUES

 

A Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) possui 208 áreas já declaradas contaminadas pela Cetesb. Estes terrenos, que são acompanhados pelo órgão estadual e constam no levantamento mais recente, realizado em 2015, incluem, em grande maioria, áreas ocupadas por postos de combustíveis e indústrias. A maior parte -- 48, no total -- está em Sorocaba, mas existem cidades da região que também possuem um volume considerável de espaços com solo, subsolo ou águas subterrâneas contaminadas, como Itu e Itapetininga, cada uma com 25 registros. Alambari e Jumirim são os únicos do grupo de 27 municípios sem nenhuma área contaminada registrada pela Cetesb.

Na cidade de Sorocaba, do total de 48 áreas contaminadas, 58,5% são terrenos onde estão instalados postos de combustíveis, que correspondem a 28 endereços. Na sequência vem a indústria, com 18 áreas contaminadas (37,5%). Somam-se, ainda, uma área da Prefeitura afetada por resíduos -- o Bolsão da Estrada do Ipatinga, desativado em 2006 -- e um caso de contaminação de águas subterrâneas por empresa de atividade desconhecida. Segundo Ezio Mantegazza, gerente da agência da Cetesb em Sorocaba, há uma explicação para o fato de na maior parte das áreas listadas estarem instalados postos de combustíveis. É que este tipo de atividade só passou a ter exigência de licenciamento ambiental em 2002. "Antigamente não se previa esse risco da atividade. Muitos postos antigos possuíam vazamento de combustível."

Do total de áreas contaminadas em Sorocaba, 16 estão em investigação pela Cetesb -- nelas já foram constatadas concentrações de materiais contaminantes. Outras 15 passam por um processo de remediação, com medidas práticas que visam a eliminação dos contaminantes, a contenção do processo de contaminação ou o isolamento da área, de acordo com as características específicas de cada local. Nove áreas passam por monitoramento para encerramento, as quais já foram recuperadas e trabalha-se pela manutenção das concentrações em níveis aceitáveis. Outras cinco estão contaminadas com risco confirmado -- e seguirão, agora, num processo de recuperação com o acompanhamento do órgão. Para finalizar, três áreas aparecem no relatório como reabilitadas para uso declarado, ou seja, aquelas que um dia foram contaminadas e, depois de submetida às medidas de intervenção, têm restabelecido o nível de risco aceitável.

Nas demais 26 cidades da RMs, o total de áreas contaminadas é de 160. Neste caso, a porcentagem de terrenos que abrigam postos de combustíveis nessa situação é ainda maior: 74,4% (110 áreas). Alguns municípios, inclusive, possuem em sua lista apenas registros nessa área, como é o caso de Capela do Alto, Cesário Lange, Ibiúna, Piedade, Sarapuí, São Miguel Arcanjo e Tietê. Na sequência vêm 33 áreas industriais (20,6%) seis de acidentes em ferrovias, estradas e despejo de resíduos (3,7%) e dois comércios (1,25%).


Tendência é que haja aumento nos números

O levantamento das áreas contaminadas é realizado anualmente pela Cetesb e mostra tendência de crescimento a cada novo relatório. Em Sorocaba, por exemplo, os terrenos nessa situação eram 46 em 2014. De acordo com Ezio Mantegazza, o acompanhamento destas áreas é feito a partir do cadastro de empreendimentos licenciados pelo órgão em situações diversas, como no encerramento de atividades da empresa (quando há exigência de um estudo de passivo ambiental) ou no anseio de reutilização de uma área que no passado já tenha tido registro de contaminação, por exemplo. "Há também os episódios acidentais, como o vazamento de algum produto e possibilidade de infiltração", explica Mantegazza. Ele ressalta que, nestes casos, os responsáveis são obrigados a notificar o órgão estadual. "Esse levantamento está sempre focado na garantia do controle de risco sobre a saúde humana", diz o gerente. "Depois de um período, uma área pode ser considerada reabilitada." E, neste caso, o tipo de uso faz a diferença em relação às tolerâncias. "Se é um uso residencial o grau de contaminação tem que ser muito menor que se for industrial", explica. Os acompanhamentos incluem o monitoramento e a definição de medidas de mitigação do risco e contaminação. Já não se trabalha mais com a possibilidade de remoção de todo o solo. "Essa movimentação pode até agravar o problema."

O aumento do número de áreas contaminadas a cada levantamento é, para Ezio Mantegazza, um sinal de que o órgão está conhecendo cada vez mais a realidade. "É melhor que se saiba de antemão -- e se possa tomar medidas para o controle -- do que nos contentarmos com números mais baixos." Para o professor Márcio Roberto Soares, do departamento de Recursos Naturais e Proteção Ambiental da UFSCar, o volume deve aumentar ainda mais. "Estamos falando do Estado de São Paulo, onde o levantamento é mais minucioso. Muita coisa não se conhece." Ele explica que, todos os anos, centenas de milhares de moléculas novas são criadas pela indústria. "Muitas delas a gente nem sabe o potencial contaminante, a diversidade de categorias só vai aumentando." São os xenobióticos, substâncias que os microorganismos não conhecem -- e não conseguem degradar. Além disso, o empenho na fiscalização deve fazer, na opinião do docente, com que se descubra, inclusive, contaminações mais antigas. As áreas já conhecidas pela Cetesb são, na opinião, de Márcio Soares, as menos preocupantes, pois estão monitoradas. O perigo maior ronda as contaminações desconhecidas, especialmente de águas subterrâneas. "Elas podem se estender por vários quilômetros e hoje mais de 80% dos municípios paulistas fazem uso ou parcial ou total de suas águas subterrâneas para consumo." 

 

Fonte: Cruzeiro do Sul

 

 

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