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Videomonitoramento gera 2,4 multas por hora no primeiro dia

December 12, 2017

O primeiro dia de fiscalização do trânsito por câmeras de videomonitoramento em Sorocaba, sistema iniciado nesta segunda-feira (11), registrou uma média de 2,4 multas por hora. Em 15 horas, da 0h às 15h de ontem, foram aplicadas 36 multas, o equivalente a 2,4 por hora. Entre as principais infrações de trânsito que resultaram nas multas estão uso do celular ao volante, estacionamento em local proibido e avanço do carro em faixa de pedestre. O balanço foi divulgado pela Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom) da Prefeitura.

Ao todo há na cidade 67 locais com câmeras de videomonitoramento.

Para comparação, segundo a Prefeitura, o mês de setembro deste ano fechou com a aplicação de 17.301 multas, e outubro, com 17.812 multas. O balanço de novembro não havia sido fechado até ontem. Esses números indicam que em setembro foram aplicadas, em média, 576,7 multas por dia ou 24 a cada hora. E em outubro foram aplicadas, em média, 574,5 multas por dia ou 23,9 por hora. Os motoristas se dividiram entre aqueles que aprovaram o videomonitoramento e os que criticaram esse modelo de fiscalização. O motorista de aplicativo João Antonio Pereira, de 49 anos, reagiu com protesto: "Isso é um abuso de autoridade da Prefeitura, é uma forma de ela estar querendo arrancar dinheiro da população." Ele admitiu que muitos motoristas cometem infrações no trânsito, mas não aceitou o modelo do videomonitoramento.

Para o também motorista de aplicativo Jesuíno Alberto Azevedo, "a pessoa que avança o sinal (semáforo), que para na faixa de pedestre, tem que pagar pelo erro que cometeu." O colega de profissão João Antonio acrescentou que as câmeras deveriam ser utilizadas para fiscalizar carros roubados e outros crimes. 

 

O servidor público Ailton Batista de Souza, de 48 anos, considerou correto esse tipo de fiscalização: "Por causa do descuido do próprio motorista como no uso do celular, falta de cinto de segurança." O aposentado Nivaldo Pereira, de 45 anos, também foi favorável à fiscalização por câmeras: "Se o motorista estiver errado, é bom. Pedestres não podem ser atropelados."

Nas madrugadas, da 0h às 5h, alguns semáforos na área central têm sinal de luz intermitente (amarelo piscante) para a passagem dos motoristas, sem multa, por motivo de segurança. A Urbes - Trânsito e Transportes já comunicou que não vai perdoar as multas por avanço de sinal vermelho durante a madrugada.


"As pessoas insistem em cometer infrações"

Ao comentar o balanço das multas nas primeiras 15 horas de vigência da fiscalização por videomonitoramento, o presidente da Urbes - Trânsito e Transporte e secretário municipal de Mobilidade e Acessibilidade, Luiz Carlos Siqueira Franchim, lamentou: "Infelizmente, embora estejam informadas pelas placas, um mês sem multar, as pessoas insistem em cometer as infrações." As multas, na sua comparação, são só uma reação da autoridade de trânsito às infrações. 

 

 

Sobre críticas de motoristas ao novo sistema de fiscalização, Franchim afirmou: "Não há problema nenhum, não há erro nenhum, a medida está dentro da Resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito)." Ele também insistiu no sentido da fiscalização, com ênfase à segurança no trânsito, lembrando que Sorocaba tem neste ano um acúmulo de 23 óbitos em acidentes nas ruas. Em 2015 ocorreram 33 mortes e este número se repetiu em 2016.

Quanto ao uso do videomonitoramento para combater crimes, Franchim disse que essa medida é a "barreira eletrônica" que está ligada à segurança e diz respeito à Guarda Civil Municipal (GCM). Quanto ao semáforo vermelho nas madrugadas, ele informou que nesse período esse sinal baixa o tempo de 30 a 40 segundos para 10 segundos, o que permite ao motorista dosar a velocidade do veículo com o tempo do sinal e passar em segurança.

Sobre o projeto do vereador José Francisco Martinez, o presidente da Urbes disse que ele tem o direito de tomar essa medida. Mas adiantou que o vereador "pode estar indo contra uma lei federal". Também considerou uma possibilidade de o projeto ser aprovado na Câmara. Nesse caso, disse: "Podemos até recorrer." (Colaborou Ana Cláudia Martins)

 

Fonte: Cruzeiro do Sul

 

 

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