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Especialistas tiram dúvidas sobre febre amarela

January 29, 2018

 

O Brasil é pioneiro no combate à febre amarela e Sorocaba entrou para os registros históricos como protagonista dessa luta. Tudo aconteceu após a virada do século 19 para o século 20, quando duas epidemias da doença causaram centenas de mortes na cidade (leia mais abaixo). 

Autor de extensa pesquisa sobre o tema, o jornalista e historiador Geraldo Bonadio registrou essa história no artigo "O pioneirismo brasileiro no combate à febre amarela". Segundo ele, cabe ao médico sanitarista Emílio Ribas o mérito de empregar, pela primeira vez no mundo, medidas efetivas de prevenção contra a febre amarela. 

 

Embasado nas descobertas do cubano Carlos Finlay, Ribas iniciou em Sorocaba, em janeiro de 1901, trabalhos para impedir que a epidemia do ano anterior se repetisse. "As dimensões da epidemia tornariam ainda mais assombroso o resultado do trabalho de erradicação realizado sob a orientação de Emílio Ribas, com métodos por ele próprio projetados: em 1901 e nos anos seguintes o número de casos baixou a zero e desde então nunca mais houve epidemia de febre amarela em Sorocaba", registrou Bonadio. 

Falando ao Cruzeiro do Sul na semana passada, o autor acrescentou que um dos efeitos importantes do trabalho desenvolvido por Emílio Ribas em Sorocaba foi a definição do modelo que, no governo de Rodrigues Alves, Oswaldo Cruz aplicaria no Rio de Janeiro. Embora a campanha em Sorocaba houvesse surtido resultados impossíveis de serem negados, os médicos contagionistas continuaram a dizer que o mosquito era um dos fatores de transmissão da doença, mas não o único. Alegavam que em Sorocaba, simultaneamente com a erradicação dos focos do Aedes, haviam sido feitas algumas obras de saneamento. 
  
"Foi por isso que, ao assumir o comando da erradicação dos criadouros de mosquito, no Rio, Oswaldo Cruz exigiu do presidente da República que, enquanto a epidemia não fosse vencida, nenhuma obra de saneamento fosse iniciada na então Capital da República." 

Para evitar que os argumentos sobre outras formas de contágio prosseguissem, Oswaldo Cruz bloqueou as ações de saneamento, "a fim de fazer a prova irrefutável de que, eliminado o Aedes, a febre amarela sumiria, como de fato ocorreu". 
  
No País, desde 1942, cidades estavam livres de ocorrências 
  
 Um manuscrito maia de 1648 encontrado na localidade de Yucatan, no México, é o primeiro relato de epidemia de uma doença semelhante à febre amarela. Porém, estudos recentes utilizando novas técnicas de biologia molecular comprovaram a origem africana do vírus causador da doença. As descrições históricas são do Ministério da Saúde.

Na Europa, a febre amarela já havia se manifestado antes dos anos 1700, mas foi em 1730, na Península Ibérica, que se deu a primeira epidemia, causando a morte de 2.200 pessoas. Nos séculos 18 e 19 os Estados Unidos foram cenário repetidas vezes de epidemias devastadoras. A doença era levada em navios procedentes das Índias Ocidentais e do Caribe.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, a febre amarela apareceu pela primeira vez em Pernambuco, no ano de 1685, onde permaneceu durante 10 anos. A cidade de Salvador também foi atingida, com cerca de 900 mortes durante os seis anos em que ali esteve. A realização de grandes campanhas de prevenção possibilitou o controle das epidemias, mantendo um período de silêncio epidemiológico por cerca de 150 anos no País.

A febre amarela apresenta dois ciclos epidemiológicos de acordo com o local de ocorrência e a espécie de vetor (mosquito transmissor): urbano e silvestre. O ciclo silvestre só foi identificado em 1932 e, desde então, surtos localizados acontecem nas regiões classificadas como áreas de risco: indene (Estados do Acre, Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Maranhão) e de transição (parte dos Estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

A última ocorrência de febre amarela urbana no Brasil foi registrada em 1942, no Acre. Porém, antes mesmo do atual alerta com registros de novos casos e mortes, ainda se temia a presença da febre amarela em áreas urbanas, especialmente depois do final da década de 1970, quando o mosquito Aedes aegypti retornou ao cenário urbano brasileiro.

Dados do Ministério da Saúde mostram que no período de 1980 a 2004 foram confirmados 662 casos de febre amarela silvestre, com ocorrência de 339 óbitos, representando uma taxa de letalidade de 51% no período.


Falta de informação e avanço da doença são fatores de ansiedade

O avanço da febre amarela no Brasil tem preocupado a população, que reclama da falta de informações claras sobre o assunto. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 130 casos da doença, sendo que 53 vieram a óbito, no período de 1º julho de 2017 a 23 de janeiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 397 casos e 131 óbitos. O ministério admite, no entanto, que a área exposta este ano é muito maior e abarca grandes cidades com maior concentração populacional.

No início de janeiro, por exemplo, quatro cidades da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) eram listadas como municípios com recomendação de vacinação contra a febre amarela. Nesta semana o número subiu para doze: Cesário Lange, Itapetininga, São Miguel Arcanjo e Tatuí, Alambari, Sarapuí, Ibiúna, Mairinque, São Roque, Piedade, Pilar do Sul e Votorantim.

Atento à ansiedade gerada pela falta de informações, o Cruzeiro do Sul pediu a seus leitores que manifestassem suas dúvidas, a fim de que fossem respondidas. Por meio das redes sociais, e-mail e Whatsapp, a Redação recebeu na última semana centenas de questões a respeito da doença, prevenção e imunização.

Em busca de respostas, a repórter Priscila Fernandes consultou as prefeituras de Sorocaba e Votorantim, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e entrevistou Ana Lúcia Sanches -- diretora do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da região de Sorocaba, que reúne 33 municípios. Também foram consultados os materiais divulgados pelo Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (veja as perguntas e respostas abaixo).

Já o repórter Carlos Araújo pesquisou o histórico da febre amarela no mundo, no Brasil e em Sorocaba, primeira cidade do País a erradicar o Aedes aegypti. Longe de pretender ser um guia completo, esta reportagem integra o esforço diário do Cruzeiro do Sul para esclarecer e informar seus leitores sobre este novo fator de preocupação -- um esforço que não se encerra aqui, mas continua enquanto persistirem as dúvidas. 

 

 

Forma de contágio é sabida desde 1881 
  
 A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias) e gravidade variável, segundo definição do Ministério da Saúde. Nas florestas, o vetor (ser vivo que pode transmitir parasitas, bactérias ou vírus a outro ser vivo) é principalmente o mosquito Haemagogus. Nas cidades, a transmissão ocorre por meio do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue, zika e chykungunya).

A forma de transmissão da febre amarela foi descoberta e divulgada em 1881 pelo médico cubano Carlos Finlay. Porém, somente 20 anos depois seus estudos, criticados a princípio, foram validados, e aceitou-se que o contágio ocorre, como Finlay constatara, quando determinados mosquitos picam uma pessoa doente e depois uma pessoa sadia, servindo como intermediários da doença.

Os sintomas, informa o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), responsável pela fabricação das vacinas no Brasil, são "febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias". A forma mais grave da doença, segundo o instituto, é "rara" e "costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso".

De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão de pessoa para pessoa não existe (a doença só é transmitida por meio do mosquito). E não existe tratamento específico, explica o órgão. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.
  
  
Confira as respostas às perguntas dos leitores 

  
 Transmissão, doença, sintomas e tratamento


Como ocorre a transmissão da febre amarela? Quais os mosquitos que podem carregar o vírus do macaco para humano e quais podem carregar de humano para humano? É possível uma epidemia em centros urbanos, visto que é falado que somente em áreas rurais existem mais casos? (Jacke Tavares Ribeiro De Campos e Juliano Souza) 



Ana Lúcia Sanches, diretora do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da região de Sorocaba - A febre amarela tem dois tipos de transmissão: urbana e silvestre. Hoje só temos a transmissão silvestre, que é feita através de dois tipos de mosquito: o Haemagogus e o Sabethes. Esses mosquitos atacam os primatas não humanos, os macacos (usualmente os das espécies bugios e saguis). Esses macacos contraem a doença e morrem, servindo de indicativo de que naquela região está circulando o vírus. Mas o macaco não transmite a febre amarela; quem transmite é o mosquito. Só temos transmissão para o ser humano: quando o ser humano vai para o meio da mata e é picado pelo Haemagogus ou Sabethes. Ou quando a transmissão se torna urbana, o que não está acontecendo na nossa região: então a transmissão é pelo mesmo mosquito da dengue ou chickungunya, o mosquito Aedes aegypti. Os mosquitos Haemagogus e o Sabethes são naturais da região de mata. Já o Aedes aegypti se prolifera em áreas urbanas no acúmulo de água. 
  
Animais de estimação também podem contrair febre amarela? 


ALS - Não. O hospedeiro desse vírus é o primata não humano. 
  
Houve recentemente a recepção de algum dos primatas que habitam o Parque do Matão vindo de outra região? Creio que esta informação é vital para que a população entenda de fato como está o ciclo da doença em nossa região, pois é difícil imaginar que uma área de mata nativa totalmente isolada por um grande cinturão urbano esteja infectada. (Maurício Correa) 


Prefeitura de Votorantim - A Prefeitura informa que não recebe animais vindos de outras localidades, como acontece em alguns zoológicos de outras cidades. Os bugios do Parque do Matão vivem livremente no local. De acordo com a Secretaria da Saúde, os bugios encontrados mortos (com laudo de febre amarela atestado pelo Instituto Adolfo Lutz em um deles) vivem em bandos e habitam o parque, não sendo possível afirmar como se deu a introdução do vírus nos primatas. Estão sendo realizadas ações contínuas de nebulização do parque e do entorno, como reforço ao combate ao mosquito Aedes aegypti.  
  
Quais são os sintomas da febre amarela? Por que é tão difícil o diagnóstico da doença? (Francine Silva) 
  
 ALS - Febre de início rápido, calafrio, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo de forma geral. Fadiga, fraqueza, icterícia (coloração amarela da pele e da área branca dos olhos), e ainda pode ter sangramento. São os mesmos sintomas de várias viroses e arboviroses (doenças transmitidas por insetos), então fica difícil o diagnóstico diferencial. Por isso são coletados exames e mandados para análise. 
  
Se a pessoa for picada e contaminada pela doença, qual a gravidade da febre amarela? Qual a taxa de letalidade? E o tratamento? (Eduardo Emídio) 
  
 ALS - No Estado de São Paulo, desde janeiro de 2017 tivemos 196 casos suspeitos da doença. Destes, 69 foram confirmados, sendo 40 autóctones (da mesma região) e 29 importados. Destes 40 casos, 21 evoluíram para óbitos, então você tem uma taxa de óbitos de 52,5%. Isso é bastante. 
(Em caso de sintomas) É preciso procurar atendimento médico imediato, sendo tratados os sintomas com repouso e hidratação. Nos casos mais graves há até a necessidade de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Deve-se evitar remédios com salicilatos, como AAS e aspirina, porque podem favorecer o aparecimento de hemorragias. 
  
Eu quero saber se tem casos em Sorocaba, se é tão alarmante como estão falando? (Maria Clarke) 
  
 ALS - Em Sorocaba não temos nenhum caso de febre amarela em humanos ou primatas não humanos. Estamos fazendo uma vacinação preventiva. 
  
Por que o surto de febre amarela só apareceu agora se a doença já existe há muitos anos? Como a epidemia chegou na região Sudeste? (Elminda Maria Sette) 
  
 ALS - Os estudiosos do meio ambiente, Ministério da Saúde e biólogos ainda estão estudando. Não temos uma informação concreta sobre por que ele apareceu agora, só sabemos que ele vem percorrendo de norte a sul, e vindo para regiões de Mata Atlântica desde o ano passado. 
  
É verdade que a morte de peixes e sapos em Mariana (MG) esta refletindo agora? (Cláudia Lira)
  
 ALS - Isso tudo é especulação. Não existe nenhuma base científica e nenhum estudo que comprove. 
  
Nota da Redação - A hipótese passou a circular a partir de avaliação da bióloga Márcia Chame, da Fiocruz, que sugeriu em entrevista ao jornal Estadão a relação entre o impacto ambiental causado pela tragédia de Mariana e a proliferação da doença. 
  
  
Vacinação e outras formas de prevenção 
  
  
Quem não pode tomar a vacina? (Paula Borges, Bia Fogaça, Cláudia Lira, Julio Carlo, Ana Paula Ribeiro e Rosana Chagas) 
  
 ALS - Alguns grupos devem tomas vacina apenas com avaliação médica. São eles: 
- crianças menores de 9 meses; 
- gestantes; 
- mulheres amamentando crianças menores de seis meses; 
- pessoas com câncer, em uso de quimioterapia ou radioterapia; 
- transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea; 
- quem usa corticoide com dose imunossupressora; 
- portadores de HIV ou doenças imunossopressoras; 
- quem usa medicamento imunossupressor; 
- quem tem miastenia grave, doenças do timo, lúpus, Doença de Addison, Parkinson ou Artrite reumatóide; 
- pessoas com alergia grave a ovo e derivados da galinha. 
As mulheres que estão amamentando bebês até seis meses, e estão em área de recomendação para vacinação, devem interromper o aleitamento por dez dias e procurar um serviço de saúde para ser orientada e acompanhada. Ela pode fazer uma ordenha do leite antes de aplicar a vacina, e dar aquele leite para a criança.  
Não há vacina especial para os alérgicos a ovo. 
  
Nota da Redação - A vacina contra febre amarela ofertada no país é obtida na unidade produtora de imunobiológicos da Fiocruz, Bio-Manguinhos. A imunização é obtida por atenuação do vírus da doença, cultivado em ovos de galinha embrionados. Por isso as restrições para pessoas com imunidade comprometida e alergia ao ovo, por terem mais chances de sofrer reações. O instituto recomenda ainda atenção na vacinação de idosos, com avaliação médica das chances de contrair a doença e dos riscos da imunização. 
 

Em casos de a pessoa precisar tomar a vacina e estiver com doenças leves, como febre, resfriados, inflamação de garganta, alergias, entre outras, tem algum problema tomar a vacina? Ou deve aguardar passar esses sintomas para tomar? (Karen Caroline) 
  
ALS - A recomendação é de que aguarde alguns dias. Evite ir para a área de risco e aguarde ter uma imunidade melhor. 
  
Depois de tomar a vacina, ela precisa de 20 dias para fixar no organismo. Se neste período eu for picado pelo mosquito, posso fica doente? (Luiz Proença) 
  
 ALS - A vacina começa a fazer efeito a partir de 10 dias após a imunização. A pessoa pode pegar a doença nessa janela. Se a pessoa precisa ir para uma área de risco nesses dias, deve se proteger de outras formas, como usando repelente e roupas compridas. 
  
Quais as possíveis reações à vacina e o que fazer no caso de tê-las? (Bárbara Cezar) 
  
 ALS - A vacina pode provocar reação de leve intensidade no local da aplicação, com duração de um a dois dias, podendo ficar avermelhado, inchado e dolorido. Também pode ter dor de cabeça, febre e dor no corpo. Existem alguns casos, em que ocorre uma doença causada pelo ataque do vírus no organismo da pessoas, mas são pouquissímos casos em que ocorre essa reação. 
  
Nota da Redação - Segundo a Fiocruz, um dos eventos adversos da vacinação para a febre amarela é a doença viscerotrópica aguda (DVA), que ocorre até o décimo dia após a vacinação, semelhante à própria febre amarela. Estima-se um caso de DVA para cada 400 mil doses da vacina. Deve-se suspeitar da doença quando houver febre, hipotensão/choque e icterícia/hemorragia, além de exames laboratoriais compatíveis. A frequência de eventos neurológicos após a vacinação (meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré e doença autoimune com envolvimento de sistema nervoso central ou periférico) também é rara. Estima-se a sua frequência em um caso para cem mil doses. Em geral, a meningoencefalite é benigna. No caso destes sintomas é preciso procurar ajuda médica. 
  
Se a pessoa não souber da gravidez, tomar a vacina e logo em sequência descobrir que está grávida, terá algum tipo de efeito colateral na gestação ou complicação no desenvolvimento do feto? Qual seria o procedimento para estes casos? (Karen Caroline) 
  
 ALS - A vacina não provoca a doença, mas pode atravessar a parede da placenta. Se a gestante tomar e depois descobrir que está grávida deve comunicar ao médico dela e ele deve acompanhar o desenvolvimento e a evolução da gestação. 
  
Moro em Sorocaba, mas estudo em Votorantim próximo da praça de eventos Lecy de Campos, onde tem uma área verde. Devo tomar a vacina? Se tiver que tomar seria em Sorocaba ou Votorantim? (Viviane Silva) 
  
 ALS - Preferencialmente deve tomar a vacina no município de sua residência. Deve tomar a vacina por estar se deslocando para área de risco, isso se o local onde ela estuda ou trabalha fica próximo ao local onde foi encontrada a epizootia positiva (morte de primata por febre amarela), próximo ao Parque do Matão, ou no entorno de 500 metros. 
  
Não moro em área de risco, mas estou sempre uma área com recomendação de vacinação (trabalhando, estudando ou visitando parentes). Devo tomar a vacina? (Suely Rodrigues e Edilaine Rodrigues) 
  
 ALS - Você só tem que se vacinar se for para um lugar onde há a confirmação da circulação do vírus (ou seja, onde foi confirmada a presença do vírus). 
  
O que tem que acontecer para ser área de risco? Quais os critérios para vacinação? (Edilaine Rodrigues e Eduardo Emídio) 
  
 ALS - Através de estudos de vários órgão do governo federal e estadual, foi traçado o que chamamos de corredor ecológico. Esse corredor são várias condições juntas -- o caminho dos rios, presença de matas nativas, etc -- e fizeram um caminho provavél que o vírus pode percorrer no país e na nossa região, mais específicamente. Aqueles municípios que estão por inteiro dentro desse corredor ecológico serão vacinados por inteiro. Se por acaso o município tem só uma parte dentro desse corredor ecológico, então só uma parte dele será vacinada. Porém, se ocorrer a presença da epizootia positiva -- que é o caso do macaco morrer, ser analisado e positivo para febre amarela -- aí existe uma ação de intensificação naquela região e a até 500 metros daquela região em que foi encontrado o macaco morto. 


Sorocaba é considerada área de risco? Quem deve se vacinar na cidade? 
  
 Prefeitura de Sorocaba - Sorocaba não é área de recomendação da vacina e possui dois públicos que devem ser vacinados: viajantes para áreas de recomendação da vacina e moradores/trabalhadores das regiões que recebem as ações preventivas contra a febre amarela que são orientadas pela Secretaria do Estado de Saúde. Aos viajantes é oferecida a vacinação de segunda a sexta-feira em três Unidades Básicas de Saúde, que podem ser consultadas através do site http://bit.ly/2DBfnei. Desde o dia 3 de janeiro, a SES realiza ações preventivas contra a febre amarela em regiões com maior risco do vírus e próximas de matas. Para consultar as cidades do Estado de São Paulo com recomendação vacina, basta acessar o sitehttp://bit.ly/2DBfnei. 
  
Se o Estado de São Paulo já é considerado uma área de risco para a Organização Mundial da Saúde, por que não estender a vacinação para toda a população do Estado de SP? (Camila Oliveira Maio) 
  
 Secretaria de Saúde do Estado - A orientação da entidade é direcionada aos viajantes que visitam o Estado de São Paulo. Trata-se de uma recomendação geral de caráter preventivo, já que não é possível prever para qual município paulista as pessoas irão se deslocar -- se a capital paulista ou Mairiporã, por exemplo --, muito embora existam áreas ainda não alcançadas pelo vírus da febre amarela em São Paulo. A decisão da OMS, no entanto, em nada altera as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que desde o início de 2016 intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. Somente em 2017 foram imunizadas no Estado 7 milhões de pessoas, o que representa praticamente o dobro do número de doses aplicadas nos dez anos anteriores. 
  
Quem já tomou precisa tomar de novo? E quem já tomou uma vez na vida e tomou novamente? Há algum risco? (Gislaine Arruda, Leonardo Son) 
  
 ALS - Nota informativa de abril de 2017, do Programa Nacional de Imunizações, instituiu a dose única da vacina de febre amarela. Ou seja, uma dose para a vida toda. Mas é preciso que a pessoa tenha o registro dessa dose.  
Não há risco (para quem tomou duas vezes), desde que tenha um intervalo de trinta dias. 
  
Por que a mudança da validade? Se antes se falava que a vacina tinha validade de dez anos? (Simone Maxwelli Squilaro) 
  
 ALS - Os estudos vão evoluindo, e os órgãos responsáveis chegaram à conclusão de que uma dose da vacina imuniza para a vida toda. 
  
Por que nas UBSs são apenas 100 senhas por local e no Campolim os condomínios têm para todos? Precisar passar a noite em filas é no mínimo revoltante. (Lilli Alves) 
  
 Prefeitura de Sorocaba - A Secretaria de Saúde de Sorocaba traçou essa estratégia de três UBSs para viajantes com esse quantitativo de doses, após realizar um estudo sobre a média de doses que foram aplicadas em 2016 aos viajantes no município. As doses sempre foram suficientes, mesmo assim a pasta duplicou esse número médio e chegou nesse quantitativo de 650 doses oferecidas por semana. Ressaltando que as doses fornecidas pelo Estado são priorizadas para serem utilizadas nas ações preventivas, nos bairros com indicação. 
Na quarta-feira (24), a Prefeitura de Sorocaba anunciou a ampliação da estratégia de vacinação para parte das zonas Oeste e Sul, além da região completa do Éden e Cajuru, Aparecidinha e Brigadeiro Tobias. Para viajantes, a Secretaria de Saúde decidiu ampliar o quantitativo para 250 doses diárias na UBS Escola, Angélica e Simus. Anteriormente, eram oferecidas 150 doses diárias para a unidade Escola e 100 doses para as unidades Simus e Angélica.  
  
Quem perdeu a vacina porque estava fora da cidade vai ter outra chance? Moro do lado do Parque Natural Chico Mendes, em Sorocaba, e perdi a vacinação na UBS de Aparecidinha. Como eu, muitos estudantes da UNESP têm o parque como vizinho. (Eliana de Abreu) 
  
 Prefeitura de Sorocaba - Aparecidinha e Brigadeiro Tobias já receberam as ações preventivas, por esse motivo, a estratégia será feita por meio de filipetas. Agentes Comunitários de Saúde (ACS) farão visitas casa a casa nos bairros de abrangência dessas duas regiões para notificar moradores ou trabalhadores que ainda não tomaram a vacina. Na filipeta constará o nome inteiro do cidadão, além do dia, horário e a Unidade Básica de Saúde (UBS) que a pessoa deverá comparecer para tomar a dose. Para empresas e instituições, será feito um contato direto para agendar a imunização. Caso essas pessoas faltosas se dirijam para áreas de recomendação da vacina, o indicado é que o cidadão procure as três UBSs que vacinam viajantes: http://saude.sorocaba.sp.gov.br/destaques/vacinacao-contra-febre-amarela/.  
  
Prefeitura de Votorantim - A vacinação prossegue na cidade para moradores do entorno do Parque do Matão, incluindo escolas localizadas na região e para quem vai viajar a áreas consideradas de risco. Até o momento, são duas unidades fixas, além do sistema casa a casa, nas residências ao redor do Parque, com equipes vacinando 300 moradores por dia, em dias úteis. Já quanto aos postos fixos, também em dias úteis, a distribuição de senhas ocorre a partir das 7h. São 500 doses por dia, sendo 250 para a UBS do Parque Bela Vista e outras 250 para a UBS do Jardim Clarice. 
  
A dúvida é em relação à vacinação de casa em casa em Votorantim. Eles divulgaram que farão/ estão fazendo esse trabalho, porém não citam em quais ruas. Muitos moradores próximos ao Parque do Matão não estão conseguindo se vacinar nas UBSs, devido ao pequeno número de senhas distribuídas. Se o procedimento padrão é imunizar todas as pessoas ao redor do local onde foram confirmadas mortes de macacos pela febre amarela, por que só a Prefeitura de Sorocaba está fazendo isso? (Ana Cláudia) 
  
 Prefeitura de Votorantim - A informação não procede de que só a Prefeitura de Sorocaba está fazendo isso. A Prefeitura de Votorantim, segundo todos os protocolos de vigilância epidemiológica estabelecidos pela Secretaria de Saúde do estado de São Paulo e pelo Ministério da Saúde, desencadeou ações de bloqueio assim que confirmada a morte de um dos macacos. Desde então, a prioridade é para moradores das regiões do entorno, seguindo-se sempre os protocolos oficiais de bloqueio e ação. Sobre a vacinação casa a casa que está sendo feita desde a última quinta-feira (11), no entorno do parque, caso o morador não se encontre há uma notificação para que ele a leve à UBS indicada e seja vacinado, sem enfrentar fila. Isso já vem acontecendo. 
  
Eu já tomei a vacina em 2012, mas não tenho mais o comprovante. Preciso viajar e a localidade exige que eu tenha tomado a vacina. As UBSs mantêm os registros de quem ja foi vacinado para eu pegar alguma forma de comprovação? (Mariana Santos) 
  
 Prefeitura de Sorocaba - Se a pessoa recebeu a dose em alguma UBS de Sorocaba, é possível resgatar esse comprovante através do sistema de informações de atendimentos da unidade. 
  
Tomei a vacina em fevereiro de 2017. Quando for viajar para o exterior, como vou comprovar que a vacina não é a fracionada? O que fazer? 
  
 Prefeitura de Sorocaba - Para comprovar a imunização da dose no exterior, Sorocaba oferece a emissão de carteirinha internacional de vacinação apenas para residentes da cidade. Mais informações pelo link: goo.gl/CGEBCb 



A vacina da febre amarela é fabricada no Brasil? Se fosse vendida, qual seria o preço dessa vacina? Por que não temos vacinação para todos? (Bruna Prado) 
  
 Redação - A vacina ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunológicos Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro. A imunização ofertada nas clínicas particulares é produzida fora do país, pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. Contudo, na rede privada, as doses já estão esgotadas. Segundo a Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC), a expectativa é de que -- caso o Carnaval não atrapalhe -- novas doses sejam recebidas pelas clínicas no final de fevereiro. Em matéria publicada pelo Cruzeiro do Sul, no início do mês, a imunização foi encontrada entre R$ 180 a R$ 200. 
  
Ministério da Saúde - No Brasil a vacinação é recomendada para as pessoas que residem ou que se deslocam para os municípios que compões a Área Com Recomendação de Vacinação. As áreas consideradas de maior risco de exposição são os locais de matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural que, em geral, abriga vírus, hospedeiros e vetores naturalmente, aumentando o risco de exposição ao ciclo natural da doença. A indicação de vacinação deverá ser feita para locais onde há ocorrência de casos humanos ou epizootias. Nessa situação deverá receber a dose padrão, 10 dias antes da viagem. Em alguns municípios, apesar de não estar ocorrendo a circulação ativa do vírus de febre amarela, a vacinação está sendo feita de forma preventiva e nessa situação não há necessidade de vacinação.  
  
O que é uma dose fracionada? Qual sua eficácia? 
  
 Ministério da Saúde - A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. A dose fracionada tem mostrado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. A única diferença está no volume. A dose padrão (0,5 ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 ml) protege por pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). 
  
Se caso ocorrer uma epidemia com muito mais casos e mortes, o governo vai importar vacina de onde? (Mário César) O governo possui doses suficientes para toda a população? Existe alguma alternativa de produção ou compra da imunização?  
  
 Ministério da Saúde - O Ministério da Saúde não respondeu a questão objetivamente, mas informou que adquiriu do instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz 65 milhões de doses da vacina de febre amarela em 2017 para distribuição a todos os Estados do país e vacinação da população. Para este ano, estaria prevista compra de mais R$ 48 milhões de vacinas para distribuição a todos os Estados do país. Além disso, o Ministério da Saúde afirma possuir estoque estratégico de vacina como segurança para uma possível necessidade. 
  
Em Sorocaba é aplicada a dose única ou a fracionada? 
  
 Prefeitura de Sorocaba - Até o momento, a cidade de Sorocaba aplica a dose única da vacina que tem validade para a vida toda. A orientação é feita pela Secretaria do Estado de Saúde que define quais municípios devem utilizar a dose única ou a fracionada. Quem já se vacinou, independente da época, pela dose única, não precisa ser revacinado. 
  
Quais são as outras formas de prevenção da febre amarela, além da vacinação? O uso de repelentes ainda é considerado um método de prevenção às picadas? Circulam na internet receitas caseiras, como o uso de própolis, por exemplo. São eficazes? (Moura Brunoenzomatheus e Mariana Campolim) 
  
 ALS - (A pessoa pode se proteger) Passando repelente, se protegendo com roupas, não adentrando áreas de mata fechadas e colocando telas nas janelas se mora próximo de matas.  
(Ana ressalta ainda que o Aedes aegypti se prolifera em áreas urbanas no acúmulo de água, devendo-se combater seus criadouros.) 
  
Nota da Redação - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirma que o uso de propólis no combate ao mosquito não tem fundamentação científica e que nenhum pesquisador da instituição fez afirmações sobre o uso de substâncias naturais para afastar mosquitos. A Fiocruz reforça que os "inseticidas naturais", ou seja, produtos caseiros formulados à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, etc. não possuem a aprovação pela Anvisa até o momento. Também não há medicamentos que tenham comprovação de eficácia como repelentes para mosquitos. 
  
Quais outras medidas de preventivas estão sendo tomadas pela Prefeitura de Sorocaba?  
  
 Prefeitura de Sorocaba - As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti acontecem o ano todo e sem pausas. Além disso, também contamos com a colaboração de equipes da secretaria de Conservação, Obras e Serviços Públicos, para que em uma "Força Tarefa", possamos eliminar os criadouros do mosquito em áreas públicas. 
  
Epidemias semearam pavor e pararam a cidade em 1897 e 1900 
  
 Sorocaba tinha perto de 15 mil habitantes no fim do século 19. Era uma cidade que seguia o seu ritmo com a economia ancorada pelo desenvolvimento industrial e o suporte da feira de muares, atividade que marcou o ciclo do tropeirismo. Havia expectativas promissoras para a entrada do século 20. Mas, como no efeito devastador provocado por um furacão, a cidade parou em 1897 e 1900 com as epidemias de febre amarela. 
  
Foram épocas de muita dor, medo e mortes, que levaram a cidade a cenários de ruas fechadas, paralisação da indústria e do comércio e extinção da histórica feira de muares. 

 

 

Quando a febre amarela começou a fazer vítimas em março de 1897, a feira de muares estava no auge. Eram comercializados cerca de mil animais por dia. Como reação, os comerciantes do ramo abandonaram a cidade. A debandada incluiu os sorocabanos ricos, que se refugiaram em Ipanema e no bairro de Aparecidinha. Outros se transferiram para São Paulo e até para o exterior. 
  
Em reportagem que resgatou a memória daqueles dias, publicada em 15 de agosto de 1982, o Cruzeiro do Sul descreveu: "De março a maio, em 1897, e de janeiro a abril em 1900, a cidade parou. Parou o comércio, a indústria; pararam as guerras políticas e os planos para o futuro. Enquanto a doença campeou em Sorocaba, pouco ou nada se fez." As fontes de dados que serviram de base para a reportagem foram os jornais 15 de Novembro e República, daquela época, mantidos no acervo do Gabinete de Leitura Sorocabano.

Primeiras mortes

Na epidemia de 1897, o primeiro doente foi um caixeiro viajante da casa Santos Neves, da rua Álvaro Soares (antiga rua do Hospital). Internado, recebeu alta seis dias depois. A partir de então, as mortes passam a ser contabilizadas diariamente. O jornal 15 de Novembro fechou suas portas em junho de 1897 devido ao falecimento de seu tipógrafo. E só voltou às ruas em 4 de julho. Nesse período, muitos sorocabanos que tinham se refugiado em outras regiões voltaram à cidade. As autoridades sanitárias pediram, entretanto, que esperassem 20 dias e não voltassem à cidade sem que as casas tivessem sido arejadas e desinfetadas.

Apesar dos prejuízos causados pela doença, em 1897 investidores executaram iniciativas de importância econômica. Os principais exemplos ficaram por conta da inauguração de uma fábrica de calçados a vapor, de propriedade de Francisco Grandino, e de um conjunto de instalações para extração e preparo de mármores, pelo Banco União.

Festa e calamidade

Na passagem de 1899 para 1900, o Clube União estava em festa pela chegada do ano novo. A festa foi tão boa que se estendeu até às 2 horas da madrugada. Mas, em contraste, o clima na cidade já era de grande preocupação. Naquele período, até o fim de dezembro de 1899, Sorocaba tinha registrado cinco casos de febre amarela.

Novamente, quem tinha recursos financeiros buscou refúgio em Aparecidinha e Ipanema. No primeiro dia de 1900, pela primeira vez até então, foi suspensa a procissão que traria a imagem de Nossa Senhora Aparecida de Aparecidinha para o centro da cidade, uma tradição que dura até hoje. O transporte da imagem só ocorreu um mês depois, em 1º de fevereiro, debaixo de chuva forte.

Como acreditava-se que o contágio se dava pelo ar e de pessoa a pessoa, a imprensa orientou a população a despejar duas sacas de cal nas fossas e depois volumes menores do produto de tempos em tempos. "Fechou comércio, fechou indústria, a cidade se isolou, a fome se alastrou entre a população carente", descreveu a reportagem publicada em 1982. 
  
Uma comissão de socorro foi formada para pedir ajuda financeira a outras cidades. Araraquara, Santos, Tietê, Botucatu, Itapetininga, enviaram recursos em dinheiro. Mesmo assim, registraram-se algumas mortes (não há registro de número preciso) por inanição. 


Um mártir local

No auge da epidemia morriam entre oito e dez pessoas por dia. No dia 22 de fevereiro, sucumbiu monsenhor João Soares do Amaral, que dedicou seus últimos dias na assistência aos enfermos. O jornal República também foi afetado. Perdeu o jovem Durskl, um tipógrafo, filho da viúva dona da tipografia. E houve um contratempo: o vendedor do jornal foi impedido de distribuí-lo em Ipanema, onde se encontrava a maioria dos "refugiados" sorocabanos.

A primeira epidemia, em 1897, fez 42 vítimas; a segunda teve início em 23 de dezembro de 1899 e até 30 de junho de 1900 haviam sido notificados 2.322 casos -- um para cada grupo de 6,4 moradores --, que resultaram em 743 mortes. "Em meados de maio (de 1900), Sorocaba era um deserto. O flagelo regredia, mas as perdas sofridas pelos vários setores levariam anos para que fossem sanadas", relata a reportagem do Cruzeiro do Sul de 1982.

Passada a epidemia, pouco ou nada restou do grande centro que sediara o comércio de tropas e a primeira expansão industrial. Quem sobreviveu à epidemia tinha certeza de que muita coisa estava por se fazer em Sorocaba nos primeiros anos do século 20. Eram tempos difíceis.

 

Fonte: Cruzeiro do Sul

 

 

 

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