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1° de Maio em defesa dos direitos reúne mais de 200 mil em São Paulo e mais de 1 milhão no País

May 3, 2019

Artistas, dirigentes sindicais, líderes políticos, movimentos sociais e expressivo público contra a reforma da Previdência que retira direitos e aprovam greve geral prevista para 14 de junho contra os retrocessos.

 

Veja fotos do evento no Flickr da Central.

 

Com shows populares desde às 10h desta quarta, o 1° de Maio de 2019, o Dia do Trabalhador Unificado das Centrais Sindicais reuniu mais de 200 mil pessoas no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo. No Brasil todo, os atos unificados reuniram mais de 1 milhão e meio de pessoas.

 

As centrais sindicais e os sindicatos organizaram os eventos com ênfase na luta contra o fim da aposentadoria, em defesa da democracia e por mais empregos e salários decentes.

 

Os eventos também serviram para reafirmar o dia 14 de junho como indicativo de um Dia de Greve Geral em todo o Brasil, contra as reformas que retiram direitos sociais, trabalhistas e previdenciários da classe trabalhadora.

 

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, destacou que este 1° de Maio representa um marco histórico para a luta das centrais sindicais pela retomada do desenvolvimento econômico do Brasil com geração de empregos e resgate dos direitos da classe trabalhadora. "Estamos defendendo o País e a greve geral será a continuidade desta luta".

 

Miguel Torres, que também preside a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), destacou a ação vitoriosa da entidade no STF. "O ministro Alexandre de Moraes acatou nossa ação e suspendeu a norma que admitia que trabalhadoras grávidas e lactantes desempenhassem atividades em atividades insalubres. Derrubamos por tanto um dos mais injustos itens da reforma trabalhista. O desafio agora é derrubar a reforma da Previdência", diz Miguel Torres.

 

Mônica Veloso, vice-presidente da CNTM, disse que as mulheres trabalhadoras exigem e merecem respeito e repudiam o "turismo" sexual propagado em recente declaração do Bolsonaro.

 

Sérgio Leite, o Serginho, presidente da Fequimfar, destacou que não será com a destruição da Previdência e dos direitos que o País sairá da crise. "Precisamos de desenvolvimento, empregos e dinheiro no bolso do povo".

 

Para Paulinho da Força, deputado federal pelo Solidariedade, o momento exige unidade. "Foi um ato histórico, que nos deu força para convocar a greve para 14 de junho".

 

João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical, destacou a importância histórica do 1° de Maio para "saudar os líderes e os trabalhadores do passado e as lutas do presente".

 

Antônio Ramalho, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, afirmou que o País só sairá da crise com a retomada do desenvolvimento, geração de empregos e um novo ciclo de obras que garanta moradias dignas para todos os brasileiros.

 

Também falaram representantes das demais centrais: CUT, CGTB, CSB, CTB, CSP-Conlutas, Intersindical (Classe Trabalhadora), Nova Central, Intersindical (Instrumento de Luta e Organização) e UGT.

 

Vagner Freitas, da CUT, disse que os movimentos sindical e sociais têm coragem para lutar para que o Brasil volte aos eixos, inclusive com justiça tributária e com a retomada dos investimentos em saúde e educação. "Ninguém vai nos calar, ninguém impedirá a voz do povo brasileiro".

 

Presidente da UGT, Ricardo Patah, destacou a "unidade das centrais e a necessidade urgente de a luta crescer contra o terrível problema do desemprego".

 

Antonio Neto, da CSB, reafirmou que a paralisação da classe trabalhadora, através da unidade das centrais, mostrará ao governo que o povo trabalhador não aceita a reforma da Previdência nem desistirá das batalhas por dias melhores.

 

Pela CTB, Adilson Araújo também destacou a unidade das centrais neste momento de reflexão e de repúdio ao neoliberalismo e ao "assustador" curso da vida política no País.

 

 

"Dizemos não a este governo que não nos representa”.

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